A inteligência artificial já mudou nossa rotina e vida profissional, não é mesmo? Agora, ela vem mudando alguns aspectos do mercado de trabalho, criando funções e trazendo oportunidades às que já existiam. Por isso, saber quais profissionais de IA contratar é uma decisão que impacta diretamente os resultados das empresas.
Afinal, escolher os perfis errados pode comprometer iniciativas, desperdiçar orçamento e atrasar processos.
Se você pretende investir em IA, saiba quais profissionais estarão em alta nos próximos meses.
Panorama: saiba o que os estudos sobre IA e mercado de trabalho dizem
A Anthropic, empresa de inteligência artificial e criadora do modelo Claude, publicou um relatório dedicado a mensurar como a IA afeta diferentes áreas e profissões. A proposta é revisitar essas análises periodicamente, à medida que o cenário evolui.
Uma das conclusões centrais do estudo é que a IA ainda está longe de operar em seu potencial máximo: na prática, ela cobre apenas uma fração do que seria capaz de fazer em teoria. Ainda assim, os efeitos sobre o mercado de trabalho já são observáveis.
De acordo com dados do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA (BLS), as profissões com maior exposição à IA devem apresentar crescimento mais lento até 2034.
Para quantificar esse impacto, a Anthropic utiliza o conceito de “exposição observada”, uma métrica que combina as capacidades teóricas dos grandes modelos de linguagem com evidências concretas do mundo real, funcionando como um indicador do risco de deslocamento que a IA representa para cada ocupação.
Entre as profissões com maior nível de exposição identificadas pelo estudo estão: programadores (74,5%), representantes de atendimento ao cliente (70,1%), analistas de dados (67,1%), especialistas em registros médicos (66,7%), analistas de mercado e especialistas em marketing (64,8%), representantes de vendas (62,8%), analistas financeiros (57,2%), analistas de software e garantia de qualidade (51,9%), analistas de segurança da informação (48,6%) e especialistas em suporte técnico ao usuário (46,8%).
Para líderes de TI, esses números podem indicar onde concentrar esforços de requalificação e quais novos perfis passarão a ser estratégicos nos próximos anos.
Os profissionais que vão liderar a nova era da IA nas empresas
Conhecer o cenário é o primeiro passo. O segundo é saber quais perfis priorizar. Portanto, conheça os profissionais de IA que mais impactarão os resultados das empresas em breve.

Engenheiro de IA/ML engineer
O engenheiro de IA é o perfil que transforma modelos em sistemas que funcionam em produção. Enquanto cientistas de dados exploram e experimentam, engenheiros de ML garantem que os modelos sejam escaláveis, estáveis e integrados ao ambiente real da empresa.
Não é à toa que, segundo dados do LinkedIn, a função de engenheiro de IA ocupa a primeira posição no ranking das profissões que mais crescem no Brasil, reflexo direto da demanda das empresas por quem consegue levar IA do experimento à operação.
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Habilidades centrais: MLOps, Python, frameworks como PyTorch ou TensorFlow, orquestração de pipelines de dados e integração com ambientes de nuvem.
Engenheiro de dados
Sem dados bem estruturados, nenhum modelo de IA performa. Nesse sentido, o engenheiro de dados garante que a matéria-prima chegue limpa, organizada e no tempo certo. Hoje, o diferencial desse profissional está na familiaridade com arquiteturas como data lakehouse e processamento em tempo real, além do domínio de boas práticas de governança de dados.
Habilidades centrais: Spark, dbt, Airflow, Kafka e plataformas como Databricks e Snowflake.
Arquiteto de soluções de IA
Com a proliferação de ferramentas, APIs e modelos disponíveis no mercado, alguém precisa decidir o que faz sentido adotar e como integrar tudo isso à arquitetura existente. É aí que entra o arquiteto de soluções de IA. Ele avalia trade-offs entre build e buy, define padrões técnicos e garante que as decisões de hoje não gerem dívida técnica amanhã.
Engenheiro de prompt/especialista em LLMs
Com a adoção acelerada de grandes modelos de linguagem como ChatGPT, Claude e Gemini, cresceu a demanda por profissionais que saibam extrair valor desses sistemas de forma confiável e segura. Então, o engenheiro de prompt desenha fluxos de raciocínio, testa comportamentos em cenários adversos, otimiza o uso e o custo das chamadas à API e garante que as saídas estejam alinhadas às necessidades do negócio.
Habilidades centrais: engenharia de prompt avançada, avaliação de outputs, RAG (Retrieval-Augmented Generation), avaliação e curadoria de datasets para ajuste de modelos e integração via APIs.
Cientista de dados aplicado
Diferente do perfil mais acadêmico, o cientista de dados aplicado foca em resolver problemas de negócio com modelos preditivos e analíticos. Ou seja, é o profissional que une domínio técnico à compreensão do contexto operacional, traduzindo perguntas do negócio em hipóteses testáveis e resultados acionáveis.
Nas empresas, esse profissional agrega valor especialmente em áreas como previsão de demanda, detecção de anomalias, personalização e automação de decisões repetitivas.
Especialista em AI governance e ética
À medida que regulações avançam, as empresas precisarão demonstrar que seus sistemas de IA são auditáveis, explicáveis e livres de vieses críticos. O especialista em governança de IA ainda é escasso no mercado, mas tende a se tornar obrigatório em setores regulados como financeiro e saúde, por exemplo.
Seu desafio é montar o time certo, no momento certo?
Parece muita coisa. Mas, calma! Primeiramente, saiba que esses profissionais não são igualmente necessários para todas as empresas. Logo, saber quando e como contratar profissionais de IA é o que fará toda a diferença.
Uma organização em estágio inicial de adoção de IA tem necessidades muito diferentes de uma que já opera modelos em produção. Por isso, a decisão sobre quais profissionais priorizar depende do momento da jornada, do orçamento disponível e da velocidade que o negócio exige.
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