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Low-code, no-code e IA: o futuro do desenvolvimento nas empresas

O avanço acelerado da inteligência artificial generativa, combinado com a popularização das plataformas low-code e no-code, está mudando o desenvolvimento de software. Mas, afinal, é possível depender menos de programadores? Quem deve liderar essas iniciativas?  

Saiba mais! 

O que são low-code e no-code? 

As plataformas no-code permitem que qualquer pessoa crie aplicações, fluxos de trabalho e automações sem escrever uma linha de código, geralmente por meio de interfaces visuais e componentes arrastáveis. Já as plataformas low-code exigem algum conhecimento técnico, mas reduzem drasticamente o tempo de desenvolvimento ao automatizar partes do processo. 

Atualmente, o mercado oferece ferramentas para diferentes finalidades como desenvolvimento de aplicações corporativas, automação de integrações entre sistemas e criação de sites e interfaces. Cada uma dessas categorias já possui ferramentas consolidadas. 

Nas plataformas que já contam com IA generativa integrada, como o Power Platform da Microsoft, é possível descrever em linguagem natural o que se deseja que um sistema faça, e a ferramenta gera parte do fluxo ou do código automaticamente, por exemplo.  

Assim, podemos dizer que essa capacidade representa a direção para a qual o mercado caminha. 

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O impacto dessas tecnologias nas empresas 

Quando bem utilizadas, as plataformas low-code e no-code trazem benefícios concretos para as organizações. 

Em termos de agilidade, processos simples e bem delimitados podem ser prototipados e entregues em dias, sem a necessidade de um ciclo completo de desenvolvimento. Do ponto de vista de custos, tarefas repetitivas e de baixa complexidade passam a ser automatizadas sem demandar um desenvolvedor sênior. Além disso, a equipe pode ganhar autonomia para resolver uma parcela dos problemas do cotidiano sem acionar o time de TI, desde que dentro de um escopo bem definido e com supervisão técnica adequada. 

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Ainda assim, essas ferramentas não eliminam a necessidade de profissionais de tecnologia. Na prática, elas transformam o papel desses profissionais. 

5 dicas práticas para gestores 

Para aproveitar o potencial do low-code sem comprometer a qualidade técnica, é importante seguir algumas diretrizes. 

1. Identifique os processos certos para automatizar 

Nem todo processo é candidato ao low-code ou no-code. O ponto de partida são os fluxos repetitivos, de baixa complexidade e alto volume, como aprovações, notificações e relatórios padronizados. Portanto, processos com lógica transacional complexa, requisitos rigorosos de segurança, conformidade ou alto volume de dados ainda demandam desenvolvimento profissional. 

2. Não confunda velocidade com solidez 

Uma aplicação criada rapidamente em no-code pode funcionar bem em ambiente de testes e apresentar falhas em produção. Sem governança técnica, o resultado costuma ser o chamado shadow IT: sistemas criados fora do radar do departamento de TI, sem segurança, sem backup e sem escalabilidade. Por isso, contar com um profissional técnico na supervisão do processo é indispensável. 

3. Capacite os times com critério 

Antes de disponibilizar uma plataforma nova para toda a equipe, é necessário definir quem terá acesso a quê. Logo, treinamentos superficiais tendem a gerar automações frágeis. O caminho mais eficiente é treinar colaboradores com perfil analítico e afinidade com tecnologia ou contratar alguém. 

4. Integre a IA como copiloto, não como piloto automático 

Existem dois contextos distintos de IA no desenvolvimento de software. O primeiro envolve assistentes voltados a desenvolvedores, como GitHub Copilot Cursor, que aceleram a escrita de código e aumentam a produtividade de quem já programa. O segundo diz respeito aos assistentes integrados às plataformas low-code e no-code, como o Copilot Studio da Microsoft, que auxiliam usuários de negócio na construção de fluxos e automações. Em ambos os cenários, a IA acelera entregas, mas depende de revisão humana para garantir qualidade e segurança. 

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5. Mantenha desenvolvedores no centro da estratégia 

Este é o ponto mais importante. Em vez de ocupar o tempo com tarefas básicas e repetitivas, o desenvolvedor experiente passa a arquitetar sistemas, definir padrões, integrar plataformas e garantir a qualidade do que os times de negócio produzem.  

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O que muda para o gestor de TI 

O cenário atual exige que o gestor de tecnologia entregue velocidade por meio de plataformas de alto nível de abstração e, ao mesmo tempo, preserve a robustez técnica com profissionais qualificados. Seu time está preparado? 

Empresas que possuem desenvolvedores experientes em seus times, seja por contratação direta ou por alocação, conseguem escalar com mais segurança. Isso porque esses profissionais supervisionam iniciativas de low-code, integram sistemas legados, asseguram a proteção dos dados e evoluem a arquitetura conforme o negócio avança. 

Em um mercado onde a transformação digital deixou de ser diferencial para se tornar requisito, ter as pessoas certas ao lado faz toda a diferença. 

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