Cada vez mais as empresas estão dependendo da tecnologia. Assim, em algum momento elas chegam em um impasse já conhecido na área: o time está sobrecarregado, um projeto urgente surgiu e a liderança precisa decidir entre contratar um novo colaborador ou recorrer ao body shop de TI.
A melhor opção depende de muitas variáveis como: o custo da contratação CLT, tempo até a operacionalização do profissional e a duração do projeto.
Conheça esses fatores e tome a melhor decisão!
O que é body shop de TI?
O modelo de body shop consiste na alocação de profissionais de tecnologia que atuam dentro da estrutura do cliente, sob sua gestão, seguindo seus processos e integrados ao seu time.
Diferente da terceirização de serviços, em que a empresa compra um resultado, no body shop de profissionais ela aloca uma capacidade técnica. Assim, o profissional trabalha como parte do time interno, mas os encargos, a gestão trabalhista e a reposição em caso de desligamento ficam com a empresa fornecedora.
Comparação de custos: contratação vs. alocação
O custo de um colaborador CLT inclui, além do salário bruto, encargos obrigatórios na folha de pagamento. Entre eles, geralmente, estão o FGTS, o INSS patronal, férias com adicional de um terço, 13º salário, vale-transporte, vale-refeição, plano de saúde e seguro de vida. Dependendo da convenção coletiva da categoria, outros benefícios também se aplicam.
Além dos encargos, o processo seletivo também alguns custos como: tempo de RH, plataformas de recrutamento, testes técnicos e entrevistas com gestores. A isso soma-se o custo de onboarding, que inclui equipamentos, licenças de software, treinamentos iniciais e o período de rampagem, fase em que o profissional ainda não opera em plena capacidade.
Já no modelo de alocação, o custo é mais previsível e negociável, podendo variar de acordo com o contrato.
Leia também: O que é headhunting de TI e quando contratar esse profissional? – Ahoy
Tempo para contratar vs. tempo para alocar
O mercado de tecnologia é muito disputado. Então, encontrar um desenvolvedor sênior, um especialista em cloud ou um analista de segurança da informação com o perfil adequado pode levar semanas ou meses. Nesse intervalo, o projeto para ou o time existente se sobrecarrega.
Por isso, um processo seletivo CLT para perfis especializados em TI percorre um caminho: divulgação da vaga, triagem de currículos, testes técnicos, entrevistas com RH, entrevistas com o gestor, proposta, aviso prévio no emprego anterior e onboarding. Além disso, em empresas com processos seletivos estruturados e cargos de maior especialização, o prazo entre a decisão de contratar e o profissional operando de forma autônoma costuma variar de 30 a 90 dias.
No body shop de TI, empresas especializadas mantêm bancos de talentos com profissionais que já passaram por avaliações técnicas rigorosas, reduzindo bastante o tempo de busca.
Além da velocidade, essa validação prévia garante que o profissional alocado chegue com o nível técnico adequado à demanda. Portanto, em projetos com prazos definidos, essa diferença pode ser determinante para o sucesso da entrega.
Flexibilidade para projetos temporários e sazonais
Nem toda demanda de TI é permanente. Migrações para a nuvem, implementações de ERP, desenvolvimento de funcionalidades, reforço de segurança antes de uma certificação e suporte durante picos de demanda são situações que exigem capacidade técnica adicional por tempo determinado.
Entretanto, contratar no modelo CLT para uma demanda de meses pode não seu uma opção para algumas empresas. Isso porque além do custo de rescisão ao final do projeto, há o tempo e a energia investidos no processo seletivo para um resultado transitório.
Nesse sentido, o body shop de TI pode ser estruturado pensando nesse cenário. O contrato se dimensiona pela duração da necessidade, pode ser renovado caso o projeto se estenda. Essa flexibilidade permite que a empresa responda rapidamente às mudanças de mercado sem comprometer sua estrutura de custos fixos.
Perfis ideais para alocação via body shop
Embora o modelo se aplique a diversas funções, alguns perfis se beneficiam especialmente dessa dinâmica.
- Desenvolvedores de software (back-end, front-end e full stack): a demanda por desenvolvedores varia conforme o roadmap de produto. Então, a alocação permite escalar o time conforme o necessário.
- Especialistas em segurança da informação (analistas de SOC, pentesters, especialistas em compliance e gestores de vulnerabilidades): esses profissionais são escassos e valorizados no mercado. Alocá-los por projeto ou período pode ser interessante para empresas que não têm maturidade de segurança suficiente para ocupar toda a sua capacidade.
- Profissionais de cloud e infraestrutura (arquitetos de nuvem, engenheiros DevOps, especialistas em AWS, Azure ou GCP): migrações e modernizações de infraestrutura têm começo, meio e fim. Alocar esses especialistas pelo tempo necessário e encerrar o contrato ao concluir a jornada pode ser uma boa opção.
- Analistas de NOC (Network Operations Center): o monitoramento de redes e sistemas frequentemente exige cobertura em turnos, inclusive noturnos e nos fins de semana. Ou seja, estruturar esse time internamente pode ser uma tarefa complexa devido a quantidade de pessoas. Assim, a alocação de pessoas viabiliza a operação com contratos flexíveis e SLAs bem definidos.
- Suporte técnico e help desk: como o volume de chamados varia ao longo do tempo, ea alocação permite ajustar a capacidade conforme a demanda.
Checklist: contratar CLT ou alocar via body shop?
Para te ajudar nessa decisão, considere os critérios abaixo.
Considere a contratação CLT quando:
- A demanda é contínua e sem previsão de encerramento;
- O profissional precisa acumular conhecimento institucional profundo ao longo dos anos;
- A função exige acesso a informações sensíveis que demandam vínculo formal;
- O cargo apresenta potencial claro de crescimento interno e a empresa deseja investir na trajetória do profissional.
Considere a alocação via body shop quando:
- A demanda tem duração definida ou incerta;
- A empresa precisa do profissional em operação rapidamente, sem tempo para um processo seletivo longo;
- O perfil é altamente especializado e escasso no mercado;
- A previsibilidade de custos e a proteção contra riscos trabalhistas são prioridades;
- O volume de trabalho pode variar e a empresa precisa de flexibilidade para ampliar ou reduzir o time.
Enfim, se a sua empresa está diante dessa decisão e quer entender qual modelo faz mais sentido para o momento atual, fale com nossos especialistas. Analisamos a sua necessidade e apresentamos a solução mais eficiente para o seu negócio.
