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AI First para empresas: como aplicar e quais profissionais você precisa

O conceito de AI First para empresas vem ganhando força há um tempo. Na prática, porém, muitas ainda travam na hora de partir do conceito para a execução. A grande maioria dos líderes já se sente confortável com a ideia de adotar IA, mas transformar essa disposição em um projeto funcional e escalável pode ser um desafio em alguns casos. 

Saiba por onde começar! 

Do conceito à prática: os primeiros passos 

Antes de qualquer investimento em ferramentas ou contratações, o ponto de partida é um diagnóstico da operação. Aqui, algumas perguntas ajudam a orientar esse processo: 

  • Quais processos consomem mais tempo com tarefas repetitivas?  
  • Onde os dados já existem, mas não são aproveitados?  
  • Quais decisões do dia a dia seriam mais rápidas com apoio preditivo?  

Com esse mapeamento em mãos, fica mais fácil definir prioridades, especificamente os casos que combinam impacto mensurável no curto prazo com viabilidade técnica realista. 

A estrutura de um time AI First 

Um dos desafios na adoção de AI First para empresas costuma ser a falta de pessoas com o perfil adequado. Uma estratégia sólida não se sustenta apenas com um cientista de dados isolado ou com uma equipe de TI tradicional que passou por um curso introdutório de machine learning. É necessária uma composição mais completa. 

A seguir, os perfis que fazem a diferença na prática. 

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É quem constrói, treina e coloca os modelos em produção. Mais do que experimentar, esse profissional precisa pensar em escalabilidade de inferência, ou seja, garantir que o modelo responda com desempenho adequado sob carga operacional, não apenas em ambiente de testes. Em projetos AI First, esse perfil é indispensável. 

Pouco mencionado fora do meio técnico, mas absolutamente necessário. Esse profissional garante que os modelos funcionem em produção de forma contínua e confiável. Para isso, monitora desempenho, detecta degradação, automatiza pipelines de retraining, gerencia feature stores e controla versões de modelos e dados. Em termos simples, é o DevOps da era da IA, com camadas adicionais de complexidade. 

A ausência desse perfil tem um custo alto: modelos treinados com dados inconsistentes, pipelines que quebram em produção e meses de retrabalho antes de qualquer resultado aproveitável. O arquiteto de dados projeta as fundações do projeto, incluindo os pipelines, os repositórios, a qualidade e a governança das informações que alimentam os modelos. Trata-se de um papel estratégico, não apenas técnico. 

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Frequentemente confundido com o cientista de dados, o engenheiro de dados garante que as informações certas cheguem aos lugares certos, no momento certo.  

Para que a inteligência artificial chegue ao usuário final, seja no produto, no portal interno ou na operação, é necessário contar com desenvolvedores capazes de integrar capacidades de IA em aplicações existentes. Não é preciso ser especialista em deep learning, mas é necessário saber trabalhar com latência variável de APIs de modelos, custos por token, limites de contexto e estratégias de fallback para quando o modelo falha ou retorna algo inesperado. 

Com a adoção em larga escala de LLMs, esse perfil já está presente na maioria dos projetos AI First em empresas de médio porte. É o profissional especializado em projetar e otimizar o uso de modelos de linguagem: construção de prompts robustos, arquiteturas de RAG (Retrieval-Augmented Generation), integração com bases de conhecimento internas e avaliação sistemática da qualidade das respostas. Em projetos que envolvem LLMs, desconsiderar esse perfil é uma lacuna que aparece cedo. 

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Como montar esse time sem partir do zero 

Duas mãos seguram uma placa luminosa com os dizeres
Imagem: Freepik

Nem toda empresa precisa, ou consegue, contratar todos esses perfis ao mesmo tempo. Por isso, uma abordagem mais inteligente pode combinar três movimentos complementares. 

  1. Upskilling do time existente 

Profissionais de TI que já conhecem o negócio partem com vantagem. Logo, investir em capacitação direcionada, especialmente em conceitos de dados, MLOps e uso de ferramentas de IA, pode acelerar a transformação interna de forma significativa. 

  1. Contratação para papéis-chave 

Alguns perfis são difíceis de desenvolver internamente no curto prazo. Engenheiros de ML, especialistas em MLOps e engenheiros de IA demandam uma longa curva de aprendizado. Nesses casos, contratar ou alocar um especialista externo tende a ser a rota mais eficiente. 

  1. Alocação de profissionais especializados 

Para projetos com escopo definido ou fases de implantação, essa modalidade oferece velocidade e flexibilidade. Mesmo considerando os custos de alocação e o tempo de onboarding no planejamento, esta solução pode ser muito mais ágil do que um processo de contratação tradicional para perfis escassos no mercado. 

Governança é indispensável 

Além dos perfis técnicos, qualquer projeto AI First para empresas precisa responder a algumas questões fundamentais antes de colocar modelos em produção. 

  • Quem responde pelas decisões tomadas pelos modelos? Quando um modelo erra, é necessário que haja um responsável claro por aquela decisão.  
  • Como os dados são coletados, armazenados e utilizados? Em projetos que envolvem dados de clientes ou colaboradores, a adequação à LGPD deve ser uma prioridade.  
  • Quais são os critérios para auditar e revisar modelos em produção? Modelos degradam com o tempo à medida que o mundo muda e os dados de entrada se transformam.  

Essa responsabilidade não recai apenas sobre a TI. Envolve as áreas jurídica, de compliance e a liderança executiva. Ainda assim, é o time técnico, em especial o arquiteto de dados e o especialista em MLOps, que coloca esses critérios em prática no cotidiano. 

AI First é um modo de trabalho 

A transformação AI First para empresas não tem um ponto de chegada definitivo. É uma mudança de mentalidade operacional. 

Para chegar lá, tecnologia e estratégia precisam caminhar juntas. Mas são as pessoas certas que fazem a diferença. Conte conosco nessa etapa! 

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