Se você trabalha com TI, provavelmente já passou por uma dessas entrevistas. Isso porque a entrevista técnica, a comportamental e o teste prático são os três principais formatos de avaliação em processos seletivos de tecnologia.
Cada um tem um objetivo específico. Você conhece a diferença entre eles? Confira!
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Entrevista comportamental: quem você é como profissional
Neste formato, os recrutadores e gestores focam em entender como você age em situações reais de trabalho. Eles querem conhecer suas experiências passadas, como você resolve conflitos, trabalha em equipe e lida com pressão. Diferentemente da entrevista técnica, aqui o foco está nas suas soft skills e no fit cultural com a empresa.
O que esperar
Você encontrará perguntas sobre situações específicas que viveu, geralmente começando com “conte sobre uma vez que…” ou “como você lidou quando…”. Além disso, o entrevistador avaliará competências como comunicação, trabalho em equipe, liderança e adaptabilidade. Por fim, espere também uma discussão sobre sua trajetória profissional e suas motivações.
Exemplos de perguntas comuns
- Conte sobre um projeto desafiador que você liderou. Como organizou as prioridades
- Descreva uma situação em que discordou de um colega sobre uma solução. Como resolveram?
- Como você lida com prazos apertados e mudanças de escopo?
Dica de preparação
Use o método STAR (Situação, Tarefa, Ação, Resultado) para estruturar suas respostas. Prepare de 4 a 5 histórias reais que demonstrem diferentes competências e que você possa adaptar para várias perguntas.
Outro ponto importante: pesquise os valores da empresa no site e LinkedIn antes da conversa. Isso mostra interesse genuíno e ajuda você a conectar suas experiências com o que a organização valoriza. Além disso, prepare perguntas inteligentes para fazer ao entrevistador e tenha clareza sobre sua pretensão salarial e disponibilidade.
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Entrevista técnica: o que você sabe
Aqui o foco está em avaliar seu conhecimento teórico e capacidade de raciocínio. Diferentemente do teste prático, a entrevista técnica geralmente acontece em formato de conversa, com perguntas conceituais e discussões sobre temas práticos.
O que esperar
Prepare-se para perguntas sobre conceitos, linguagens de programação, frameworks e arquitetura de software. Você também participará de discussões sobre trade-offs entre diferentes soluções e analisará complexidade de algoritmos e estruturas de dados, por exemplo.
Por fim, espere perguntas sobre boas práticas, padrões de design e experiências com tecnologias específicas. Em posições mais seniores, é comum ter uma etapa separada de system design, onde você projeta sistemas complexos e escaláveis.
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Exemplos de perguntas comuns
- Explique a diferença entre programação síncrona e assíncrona.
- Como você projetaria um sistema de cache distribuído?
- Quais são os princípios SOLID e como você os aplica no dia a dia?
- Qual a diferença entre SQL e NoSQL? Quando usar cada um?
Dica de preparação
Revise fundamentos da sua área, incluindo estruturas de dados, algoritmos e design patterns. Esteja preparado para explicar conceitos de forma clara e didática. Não tenha medo de dizer “não sei” se não souber algo, mas demonstre capacidade de raciocinar sobre o problema.
Além disso, é perfeitamente aceitável pedir esclarecimentos antes de responder. Aliás, falar sobre trade-offs entre diferentes abordagens mostra maturidade técnica. Além disso, pesquise a stack da empresa olhando vagas abertas, blog técnico e repositórios no GitHub. Isso ajuda você a direcionar seus estudos e fazer perguntas mais relevantes.
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Teste prático: o que você faz na prática
No teste prático, você coloca a mão na massa. Pode ser um desafio de código ao vivo, um projeto para fazer em casa ou um pair programming com alguém da equipe. O objetivo é ver você em ação, resolvendo problemas reais e demonstrando suas habilidades de programação.
O que esperar
Você encontrará desafios de algoritmos e estruturas de dados. Também pode precisar desenvolver features ou corrigir bugs em projetos reais. Além disso, algumas empresas solicitam code review ou refatoração de código existente.
Dica de preparação
Pratique resolver problemas de algoritmos regularmente em plataformas. Capriche na organização do código, escreva testes e inclua documentação clara com instruções de como rodar o projeto.
Do mesmo modo, verbalize seu pensamento enquanto resolve o problema. Isso ajuda o entrevistador a entender seu raciocínio, mesmo que você não chegue à solução perfeita.
Por último, antes de qualquer teste prático remoto, teste seu ambiente. Verifique câmera, microfone, IDE e conexão com antecedência.
Como se preparar para cada formato de forma integrada
A melhor preparação combina estudo técnico com reflexão sobre suas experiências. Reserve tempo regularmente para desenvolver cada uma dessas frentes.
- Para entrevistas comportamentais
Liste projetos importantes da sua carreira e o que aprendeu com eles. Reflita sobre desafios que enfrentou e como os superou. Pense em exemplos concretos de trabalho em equipe, resolução de conflitos e liderança. Tenha clareza sobre por que está saindo da empresa atual e como falar sobre gaps no currículo, se houver.
- Para entrevistas técnicas
Revise conceitos fundamentais da sua área regularmente, não apenas quando estiver em processos seletivos. Estude as tecnologias mencionadas na descrição da vaga. Pratique explicar conceitos técnicos de forma simples e clara, como se estivesse ensinando um colega júnior.
- Para testes práticos
Resolva problemas de algoritmos de forma consistente, não em maratonas de estudos. Mantenha projetos pessoais organizados, testados e bem documentados. Pratique codificar enquanto explica seu raciocínio em voz alta.
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Prepare-se com confiança
O importante é entender que cada etapa de um processo seletivo tem seu propósito específico. Prepare-se para todas com dedicação, seja autêntico durante as conversas e mostre não apenas suas habilidades técnicas, mas também sua capacidade de aprender, colaborar e evoluir.
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Lembre-se de que você também está avaliando a empresa. Então, faça perguntas sobre cultura, processos de desenvolvimento, oportunidades de crescimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Afinal, a entrevista é uma conversa.
Boa sorte no seu próximo processo seletivo!
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