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Onboarding em outsourcing de TI: 10 erros para evitar

Contratar um profissional de TI por meio de outsourcing é uma decisão estratégica. Ainda assim, mesmo as empresas mais experientes podem cometer alguns erros na hora de integrá-lo ao time. Na maioria dos casos, os maiores obstáculos estão no processo, não no profissional. Por isso, listamos os 10 erros mais comuns no onboarding em outsourcing de TI e o que fazer para evitá-los. 

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Conheça os principais erros do onboarding em outsourcing de TI

onboarding começa antes da chegada do profissional. Quando a empresa não define claramente escopo, entregáveis, horários e dinâmica de trabalho com antecedência, ele chega sem saber exatamente o que se espera. O resultado são dias perdidos em reuniões de alinhamento que poderiam ter sido resolvidas com uma comunicação prévia bem estruturada. 

Como evitar: Prepare um documento de briefing com contexto do projeto, responsabilidades, rituais do time e canais de comunicação. Compartilhe esse material antes do início das atividades. 

Profissional terceirizado não significa profissional invisível. Quando ele não é apresentado ao time, não participa das cerimônias do projeto e não entende os valores e a forma de trabalhar da empresa, passa a operar à margem do grupo, tecnicamente presente, mas sem engajamento. 

Para evitar esse distanciamento, inclua o profissional nas reuniões de time desde o primeiro dia. Apresente-o às pessoas certas e explique como as coisas funcionam, inclusive as convenções não escritas. 

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Esse é o erro mais recorrente e um dos mais frustrantes. O profissional chega disposto a contribuir e passa os primeiros dias aguardando acesso ao repositório, ao sistema de chamados, ao e-mail corporativo, à VPN. Cada hora travada em burocracia de acesso é uma hora que poderia ter sido dedicada à evolução do projeto. 

Como evitar: Crie um checklist de acessos e provisione tudo antes do início. Ferramentas de código, comunicação, documentação e gerenciamento de tarefas devem estar disponíveis no primeiro dia. 

“Pode perguntar para qualquer um do time” soa acolhedor, mas também pode tirar o foco da comunicação. Sem uma referência clara, o profissional fica sem saber a quem recorrer, evita perguntar para não parecer despreparado e acaba tomando decisões sem as informações necessárias. 

Como evitar: Designe um responsável pelo onboarding, alguém do time interno que atuará como ponto de contato oficial durante as primeiras semanas. Não precisa ser o gestor; um colega sênior cumpre bem esse papel. 

Uma mulher está em um escritório, sentada em uma mesa com notebook, anotando algo em um papel.
Imagem: Freepik

Nenhum profissional, por mais experiente, entrega em plena capacidade desde o primeiro dia. Antes disso, é necessário compreender o contexto do produto, a arquitetura do sistema, as convenções do time e os processos internos. Esse processo leva tempo e faz parte do onboarding. 

O período de adaptação varia bastante. Em geral, fica entre três semanas e três meses, a depender da senioridade do profissional e da complexidade técnica e de negócio do projeto. Em ambientes com arquitetura distribuída, sistemas legados ou domínios específicos como fintech e healthtech, esse prazo tende a se estender. Por isso, avalie evolução e aprendizado, não volume de entrega nos primeiros dias. 

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Apresentações institucionais, vídeos de cultura corporativa e dinâmicas de integração têm seu lugar. No entanto, não substituem uma imersão efetiva no projeto. O profissional precisa entender o backlog, a arquitetura atual, as decisões técnicas já tomadas e os débitos existentes. 

Como evitar: Reserve tempo para uma sessão de imersão técnica que cubra a história do projeto, as principais decisões de arquitetura, os componentes centrais, os próximos objetivos e os pontos em aberto. Esse tipo de alinhamento acelera a contribuição do novo integrante de forma significativa. 

Quando o conhecimento está apenas na memória das pessoas, o onboarding depende inteiramente da disponibilidade delas, e equipes raramente têm tempo sobrando para isso. O novo profissional fica dependente de quem pode ou quer parar para explicar. 

Se a sua empresa ainda não conta com uma documentação estruturada, comece pelo essencial: um guia de onboarding com o passo a passo para configurar o ambiente, os principais contatos e as convenções básicas do projeto. A documentação não precisa ser extensa, mas precisa existir e estar acessível. 

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onboarding em outsourcing não é responsabilidade exclusiva do RH ou do gestor. Quando o time interno não sabe como receber um novo integrante, o processo falha nas pontas: nas conversas do dia a dia, na disposição de ajudar e na abertura para colaborar. 

Antes da chegada do profissional, alinhe o time. Explique o papel que ele vai exercer, de que forma vai contribuir e o que esperar dessa colaboração. Uma integração bem-sucedida é sempre um esforço coletivo. 

Sem acompanhamento estruturado, os problemas de adaptação surgem tarde demais, quando já acumularam impacto. O profissional pode estar com dúvidas, travado em algum processo ou desalinhado em relação às expectativas, e ninguém percebe até que o problema já seja visível nos resultados. 

Como evitar: Agende reuniões de acompanhamento curtas e frequentes: ao fim da primeira semana, na segunda e no encerramento do primeiro mês. Antes disso, defina quem conduz esses encontros. Enfim, use esses momentos para entender como está sendo a experiência, o que está faltando e onde o profissional precisa de apoio. 

Orientar o profissional sobre ferramentas e processos é importante, mas o onboarding vai além disso. Envolve relações, contexto de negócio, entendimento do produto e clareza sobre como o trabalho de cada pessoa impacta o conjunto. 

No onboarding em outsourcing, esse alinhamento é ainda mais importante. O profissional terceirizado, muitas vezes, não carrega o histórico acumulado de quem está na empresa há anos e precisará tomar decisões com menos contexto disponível.  

Sendo assim, inclua no onboarding conversas sobre o negócio, usuários do produto e como o time mede sucesso. Quanto mais contexto o profissional tiver, maior será sua autonomia e a qualidade das suas entregas. 

Se a sua empresa está crescendo e precisa escalar o time de tecnologia com agilidade e segurança, contar com um parceiro especializado em outsourcing de TI faz toda a diferença. 

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