Terceirizar profissionais de tecnologia é uma decisão estratégica para as empresas. Entretanto, erros comuns no outsourcing podem criar desafios. Saiba quais são eles e como evitar.
1. Definir sem clareza sobre o que precisa
O erro começa antes mesmo de contratar. Muitas empresas buscam um “desenvolvedor” ou um “analista” sem definir com precisão quais habilidades técnicas são necessárias, qual o nível de senioridade adequado e como esse profissional vai se integrar ao time existente.
Para evitar esse problema, documente o escopo do trabalho, as tecnologias envolvidas, o perfil comportamental desejado e os critérios de sucesso do projeto antes de qualquer contato com uma empresa de alocação. Então, quanto mais específico o briefing, mais assertivo será o processo seletivo.
2. Ignorar o fit cultural
Competência técnica é necessária, mas não suficiente. Um profissional altamente qualificado que não se adapta à cultura da empresa, ao ritmo do time ou ao modelo de comunicação adotado tende a gerar mais atrito do que resultado.
Para contornar esse risco, compartilhe com a empresa de alocação informações sobre a cultura organizacional, o estilo de gestão e a dinâmica do time. Uma boa parceira leva esses fatores em conta no processo de seleção.
Leia também: Conheça o papel do fit cultural no processo seletivo – Ahoy
3. Não estruturar o processo de onboarding
Com frequência, profissionais alocados chegam a projetos sem o contexto necessário para entregar bem. A ausência de um onboarding estruturado atrasa o tempo até a primeira contribuição significativa e aumenta as chances de desalinhamentos.
Portanto, apresente o projeto, os processos, as ferramentas e as pessoas que farão parte da rotina desta pessoa. Um onboarding bem conduzido acelera a curva de aprendizado e reduz erros logo no início da parceria.
Leia também: Como fazer um onboarding de TI eficaz – Ahoy
4. Não acompanhar ou fazer uma gestão próxima
O profissional alocado precisa de direção, feedback e acesso às decisões que impactam o trabalho dele.
Então, designe um ponto focal interno responsável pelo profissional alocado. Em seguida, estabeleça rituais de alinhamento, como revisões de entrega e check-ins regulares, e mantenha canais de comunicação abertos com a empresa parceira.
5. Tratar o outsourcing como solução para problemas estruturais
Alguns sinais indicam que a sua empresa pode ter questões estruturais para tratar antes de contratar um serviço de outsourcing de TI, por exemplo:
- O time não tem um tech lead que direcione as decisões técnicas;
- O backlog existe, mas não tem priorização clara;
- Não há uma arquitetura definida que oriente o desenvolvimento.
Portanto, antes de iniciar qualquer processo de alocação, faça um diagnóstico do ambiente interno. Se houver lacunas estruturais, o primeiro passo é endereçá-las, seja com apoio de consultoria técnica ou com a reestruturação dos processos de gestão. Em suma, os erros comuns no outsourcing raramente vêm do modelo em si, mas do contexto em que ele é aplicado.
Antes de contratar, verifique!
Esse checklist pode ajudar a avaliar a situação da sua empresa antes de fechar uma alocação de profissionais. Fique de olho se:
- O escopo do trabalho está documentado com clareza?
- As tecnologias e o nível de senioridade necessários estão definidos?
- O contrato cobre SLAs, confidencialidade e propriedade intelectual?
- Há um responsável interno designado para acompanhar o profissional?
- O processo de onboarding está estruturado?
- Os critérios de sucesso e as métricas de acompanhamento estão estabelecidos?
- O ambiente interno está pronto para receber um profissional externo?
Leia também: A diferença entre contratação, terceirização e outsourcing – Ahoy
Por último, evitar os erros comuns no outsourcing é, antes de tudo, um exercício de preparação. Empresas que chegam ao processo com clareza, contratos bem estruturados e processos internos organizados extraem muito mais valor da alocação.
Tudo pronto? Fale com nossos especialistas e contrate outsourcing de TI!
Leia também: BPO full, comercial e outsourcing de TI: qual a solução ideal? – Ahoy